Bruxelas: dicas de viagem com brilho natalício

A capital da Bélgica é uma cidade turística e bonita que sabe reinventar-se. Carrega uma grande história e importância pois acolhe a sede da União Europeia e da Nato, sendo considerada por muitos o centro da União Europeia.

Muitos viajantes acabam por ver um Bruxelas uma porta de embarque para visitar outras cidades da Bélgica, o que é excelente para uma viagem pois esta cidade não exige muitos dias para ser explorada. Acabou por ser um dos nossos objetivos, pois tínhamos intenção de visitar Bruges, sobre a qual falarei num próximo artigo.

O tempo necessário para explorar a cidade vai depender daquilo que pretende, mas no geral, acho que 2/3 dias são o ideal. Assim, neste artigo encontrará as dicas mais importantes para visitar Bruxelas em dois dias sem altos custos (e, se for o caso, ainda sobrará tempo para aproveitar os seus fantásticos mercados de Natal).

Quando ir

panorâmica da Grand Place à noite na época de Natal

É uma boa opção para uma escapadinha de fim-de-semana em qualquer altura do ano e a melhor altura para a visitar vai depender do seu interesse e disponibilidade.

Entre Abril e Outubro, as temperaturas são mais amenas para aproveitar a cidade ao máximo e os meses mais quentes são Julho e Agosto.

Embora os meses de inverno sejam muito frios e chuvosos (Novembro a Março), optamos por visitar Bruxelas em Dezembro e, na minha opinião, foi uma ótima escolha.

As temperaturas não estavam demasiado baixas e não choveu. Foi maravilhoso contemplar a cidade vestida de luzes e decoração de Natal. É uma cidade que investe muito no espírito natalício e mercados de Natal, dos quais falarei mais detalhadamente em breve.

O que visitar em Bruxelas

Apesar do nosso foco na cidade ter sido o seu mercado de Natal (que bem merece um artigo exclusivo), ainda dedicamos algum tempo a alguns dos seus pontos de interesse que tanto a caracterizam e fazem com que mereça uma visita. Um ponto a favor é que desfrutar da cidade não exige que gaste muito dinheiro em atrações. Assim, aqui ficam os locais visitados e algumas sugestões:

1. Grand Place

É aqui que a maioria dos viajantes inicia a sua visita à cidade e connosco não foi diferente. Enquanto percorria a rua que leva a uma das suas entradas sentia-me em pulgas para a conhecer e não desiludiu. É uma praça visivelmente muito bonita e rica em arquitetura do século XVII que a torna numa das mais belas na Europa e Património Mundial da UNESCO.

É considerada o coração de Bruxelas e o seu ponto turístico mais famoso. Uma praça em forma de quadrado, rodeada por edifícios imponentes dos quais se destacam os seguintes:

Hotel de Ville – a Câmara Municipal com a sua torre de 96 metros de altura
Maison du Roi – A casa do Rei, já foi a residência dos monarcas, mas hoje em dia acolhe o Museu da Cidade.
Edifícios Le Roy d’Espagne (bar mais famoso pela vista que oferece da Grand Place), Le Cornet, La Louve (da direita para a esquerda) e Le Renard (2º da esquerda)
Le Pigeon

No centro da Grand Place aproveite para girar em toda a sua volta e assimilar os seus detalhes tão encantadores.

Esta praça é composta por lojas, restaurantes, cafés e bares. Uma sugestão é desfrutar de uma pausa na Starbucks, com vista para o centro desta praça e cujos preços não são uma exorbitância como nos restantes cafés.

2. Manneken Pis & Jeanneke Pis & Zinneke Pis

Um dos símbolos representativos de Bruxelas tem apenas 50 cm e é bem atrevido: o Menneken Pis.

Mas o que o torna especial para atrair tantos visitantes? É uma estátua de bronze que representa um menino despido a urinar na pia de uma fonte. Tem uma lenda associada que conta a história do menino representado pela estátua que teria apagado dessa forma um incêndio na cidade.

Acaba por ser uma fonte de água e está localizado próximo à Grand Place. Esta estátua já sofreu algumas tentativas de roubo e neste momento está protegida com grades. Em algumas ocasiões do ano a estátua é ornamentada com diferentes roupas.

Quase à mesma distância da Grand Place, mas na direção oposta, encontra-se a Jeanneke Pis, a versão feminina e mais recente. Uma fonte que consiste na estátua em bronze de uma menina quase sentada a urinar na pia.

Para que não fique desiludido vá mentalizado que ambas as estátuas são pequenas.

Além da versão feminina também foi criada a versão animal, o Zinneke Pis, a estátua de um cão a urinar para um pino da estrada que pode ser encontrad,o desde a Grand Place, numa caminhada um pouco mais longa que para as outras estátuas.

Zinneke Pis e um admirador

Acho piada à ideia de percorrer ruas da cidade à procura de estátuas e estas têm um humor diferente. Estão bem marcadas nos mapas digitais e são facilmente acessíveis.

3. Monte des Artes

Caminhar pela cidade é bastante agradável e para chegar aos jardins do Monte das Artes a caminhada desde a Grand Place é relativamente curta (5 minutos). 

Het Wervelend Oor

Vale a pena pela sua vista bonita sobre a cidade com a torre da Câmara Municipal da Grand Place a sobressair.

4. Atomium

É o principal símbolo de Bruxelas, assim como a Torre Eiffel em Paris. Consiste num átomo de ferro gigante que representa um átomo ampliado 165 mil milhões de vezes. Com 102 metros de altura, é formado por 9 esferas metalizadas interligadas por tubos que são a sua passagem interior.

Foi criado para a exposição universal da cidade em 1958 e desde então, dentro das esferas há várias exposições e na esfera superior há um restaurante/bar com uma excelente vista sobre a cidade.

No entanto, foram várias as opiniões de que não vale a pena entrar nem esperar nas longas filas, então acabámos por apenas visitar a zona envolvente. São várias as fotos imaginativas dos visitantes com o Atomium.

Diariamente: 10h00 – 18h00; Restaurante até às 23h00.

Preço 15€

5. Parque Mini Europa

Muito próximo ao Atomium encontrará este parque interessante que consiste num espaço verde exterior com 350 maquetes que representam 80 cidades da União Europeia.

Uma forma divertida de conhecer os principais monumentos destas cidades através de réplicas em miniatura e passeando pelos seus jardins.

A entrada é paga (15,80€), inclui um guia para a visita e o horário de funcionamento varia muito ao longo do ano. Informações mais detalhadas no site oficial.

Por falta de tempo não conseguimos visitar o parque, mas acredito que iria ser uma experiência gira, só não posso garantir que valha o investimento.

6. Parque do Cinquentenário 

Este parque extenso prima pelos tons de verde, mas troca de roupa consoante a estação do ano. Uma zona calma e ideal para relaxar num dos bancos dos seus jardins com vista para o seu arco do triunfo.

Numa das terminações do parque encontra-se o Palácio do Cinquentenário, construído para celebrar os 50 anos da independência da Bélgica. O mais característico deste palácio é o seu arco central com uma carruagem com cavalos: o arco do triunfo.

No interior do palácio há 3 museus.

Como chegar

A conexão de Bruxelas com outras cidades da Europa é excelente através de 2 aeroportos:

1.Aeroporto de Charleroi – situado a 55km, este pequeno aeroporto compensa por ser onde opera a maioria das companhias aéreas low cost. Devido ao preço dos voos que conseguimos (40€/pessoa ida e volta pela Ryanair) este aeroporto foi a nossa porta de embarque em Bruxelas.

Como ir para o centro de Bruxelas desde o Aeroporto Charleroi

  • Autocarro Brussels City Shuttle da empresa Flibco– é a forma mais eficaz e foi a nossa opção. A viagem dura cerca de 55 minutos, não tem paragens e o destino final é a Estação Brussels-Midi. Há a opção de comprar o bilhete na hora ou pelo site on-line (pode ser utilizado durante as 24 horas do dia escolhido), pode comprar um bilhete simples ou de ida e volta e o o preço de cada trajeto é 14€ no site on-line ou 17€ na bilheteira do aeroporto/autocarro. Pode consultar os horários aqui. Optámos por comprar on-line pelas filas que se geram e porque ficam cheios muito rapidamente. Ao chegar na estação final é muito fácil apanhar outro meio de transporte até ao alojamento. Na viagem de regresso para o aeroporto é recomendável chegar com algum tempo de antecedência ao autocarro.
  • Táxi ou transfer privado – uma opção mais cómoda, mas muito cara (80€-90€ por trajeto).

2. Aeroporto de Bruxelas-Zaventem – é o aeroporto principal da cidade, fica a 12km e as suas conexões com o centro são melhores do que as do Aeroporto de Charleroi.

Como ir para o centro de Bruxelas desde o Aeroporto de Zaventem

  • comboio – a forma mais rápida, o comboio percorre todas as estações de Bruxelas e permite sair na que for mais adequada para o seu destino final. A estação de comboios fica no piso -1 do aeroporto, a viagem dura cerca de 20 minutos e o preço do bilhete ronda os 9€ (durante a semana) ou 15€ (fim-de-semana).
  • autocarros – a forma mais económica, localizados na zona exterior das chegadas: a empresa De Lijen para a Gare du Nord (autocarro 272 e 471; preço 3€; duração de 1h)  e a empresa STIB para a zona do Paramento Europeu ( direção Place du Luxembourg); autocarro 12 durante o dia; autocarro 21 aos fins-de-semana até às 23h e durante a semana entre as 20h-23h; preço de 4,50€ nas máquinas e cerca de 6€ dentro do autocarro; duração de 40 minutos).
  • Pode ainda optar por transfer privado ou táxi, mas é bem mais caro (45€-60€ por trajeto)

Se a companhia aérea lhe der a oportunidade de escolher entre os dois aeroportos, como é o caso da Ryanair, aconselho que antes de reservar a viagem simule os preços para ambos e some o valor que irá gastar na deslocação até ao centro da cidade. Só assim saberá qual realmente compensa mais. No nosso caso, compensou reservar para o aeroporto de Charleroi.

Transportes

Da nossa experiência, utilizar os transportes públicos para visitar Bruxelas não é imprescindível pois visitamos a pé a maior parte dos nossos pontos de interesse e apenas utilizamos os transportes públicos (metro) para visitar o Atomium e o Parque do Cinquentenário. A sua rede de transportes públicos não é muito extensa embora eficaz, principalmente o metro.

O preço dos bilhetes do metro/tram/autocarro são os seguintes:

  • Bilhete simples – 2,10€ (2,50€ dentro do transporte)
  • Bilhete ida e volta: 4,20€ (a viagem de regresso tem que ser realizada até 24h)
  • Passe de 5 bilhetes – 8,00€
  • Passe de 10 bilhetes – 14,00€
  • Bilhete de 24horas – 7,50€

Organize bem a sua visita e tente perceber quantos bilhetes vai precisar para não comprar a mais, caso o bilhete de 24 horas seja desnecessário.

Onde ficar

Como foi uma viagem programada com 1 mês de antecedência, acredito que tenha limitado um pouco a opção de conseguir preços mais baratos no alojamento.

Ainda assim, acho que conseguimos uma boa relação qualidade-preço-localização e optámos pelo Hotel À La Grande Cloche por 70€/noite com pequeno-almoço incluído.

Um hotel simples, bem localizado no centro, perto da Grand-Place (6minutos a pé) e com bom pequeno-almoço. Permitiu-nos percorrer algumas zonas da cidade facilmente a pé.

Gastronomia

Com uma gastronomia conhecida por todo o mundo e em terra do chocolate, não ficámos especialistas nesta temática, mas não podíamos desperdiçar a oportunidade de provar alguns dos seus petiscos e doces mais típicos:

Visitar Bruxelas durante a época dos seus mercados de Natal ajudou a poupar dinheiro na alimentação. Assim tivemos a oportunidade de realizar a maior parte das nossas refeições nos mercados de Natal, o que fica bem mais barato do que em restaurantes.


Não posso dizer que Bruxelas só vale a pena visitar na época de Natal, mas nesta altura, não pense duas vezes e vá.

Mais uma vez, reforço a ideia de combinar a visita com outra cidade, principalmente Bruges.

2 opiniões sobre “Bruxelas: dicas de viagem com brilho natalício

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