Bali: dicas de viagem na ilha dos Deuses

Porque nem só de praia vive o homem, Bali é muito mais que isso. Designada como a ilha dos Deuses, é uma ilha da Indonésia, exótica e turística, que conjuga perfeitamente uma incrível beleza natural com uma cultura milenar que nos cativa. Sem dúvida que a vivência da sua cultura se sobrepõe ao prazer de uma praia paradisíaca.

Embora seja considerada um dos destinos do momento, nem todos os seus visitantes conhecem a sua verdadeira alma. Como é uma ilha bem grande, o turismo de massa acaba por não ser um ponto negativo. Acredito, que se realmente deseja conhecê-la, o faça em breve, antes que o turismo mude a sua essência.

Devoção dos Balineses num dos muitos templos

Quando ir

Os meses mais indicados para a visitar são entre Abril e Setembro, embora Julho e Agosto sejam os meses em que fica mais sobrecarregada de turistas. Visitámos Bali em Junho de 2018 que se revelou uma boa opção.

Como chegar

  • Barco – se viajar de outras ilhas da Indonésia;
  • Avião – é a melhor forma de chegar, através do Aeroporto de Bali-Dempassar (Aeroporto Internacional Ngurah Rai). Não há voos diretos desde Portugal, sendo necessário realizar pelo menos uma escala. Uma dica para se conseguir um voo mais económico é realizar escala em Singapura. No nosso caso, o voo aterrou em Bali vindo de Kuala Lumpur, depois de visitarmos esta cidade.
Aeroporto Internacional Ngurah Rai

A melhor forma para chegar ao hotel, desde o aeroporto, é um transfer que pode ser comprado on-line e com antecedência ou então os táxis do aeroporto, cujos preços são acessíveis e têm tarifas fixas que variam consoante a localização do hotel na ilha. Depois de alguma procura, foi no site Taxi2airport onde encontrei os preços mais baratos.

Transportes

O transporte público de Bali é muito fraco e o tráfego em algumas zonas é insuportável. Tem como opções alugar um carro com motorista, reservar excursões com guia ou alugar uma moto. Desaconselho alugar um carro para visitar e percorrer a ilha pois terá a sensação que demora o dobro do tempo para chegar ao destino devido ao tráfego, o que poderá criar situações de stress.

Da nossa experiência, a melhor opção sem dúvida que foi alugar uma scooter. Para quem se sentir confortável em conduzi-la, torna-se prático, rápido e muito barato. Alugamos uma scooter para 2 dias, percorremos imensos quilómetros e, no final, com o combustível incluído, gastámos 10€. Ao longo da ilha é fácil encontrar scooters para alugar e o próprio hotel pode ajudar neste processo. Se considerar esta opção, não se esqueça da sua carta de condução pois é obrigatória.

Onde ficar hospedado

A região da ilha para se hospedar tem especial importância, por isso esta escolha deverá ser previamente pensada e de acordo com o seu roteiro. As distâncias não são muito grandes, mas qualquer trajeto pode ser demorado devido ao tráfego em certos pontos da ilha.

No fundo, esta escolha vai depender da região ou regiões que deseja visitar. No nosso caso, como queríamos visitar mais o centro e o sul da ilha (as regiões mais turísticas), optamos por dividir a nossa visita em duas partes e ficar uns dias em cada uma delas:

  • Ubud – o coração de Bali, onde encontrará as melhores paisagens, a verdadeira natureza e templos imperdíveis. É aconselhável reservar no mínimo 3 dias para esta região que, na minha opinião, é a mais importante. Escolhemos o Sri Bunglows Ubud, muito bem localizado, no centro de Ubud e inserido em arrozais. Económico e tipicamente balinês (35€/noite com pequeno-almoço incluído).
Quarto com vista para os arrozais
Vista do quarto para uma das piscinas
  • Pecatu – localizada no sul da ilha, onde se estendem as melhores praias de Bali com resorts incríveis e a um preço ainda mais incrível. Elegemos o Le Grande Bali, um resort de luxo, com um quarto em frente a uma das piscinas semi-privadas e pelo preço de 40€/noite com pequeno-almoço incluído e onde se consegue as restantes refeições como toda a gente gosta: bom e barato.
Quarto com piscina semi-privada

Dicas gerais

Embora algumas destas dicas sejam básicas, é melhor considera-las antes da sua viagem e podem ser igualmente válidas para visitar outras ilhas da Indonésia.

  1. Beber apenas água engarrafada.
  2. Pechinchar – é mais comum que consiga pagar menos que o valor inicial proposto pelos vendedores.
  3. Vestir-se de forma adequada, principalmente na visita aos templos. Use sarong ou roupa comprida. Em todo os templos é possível alugar, por um valor simbólico, um sarong (roupa típica, um pano/lenço grande que se ata à cintura e permite esconder as pernas até aos pés).
  4. Desfrutar de uma massagem balinesa – famosas a nível mundial, que incluem o corpo todo e por um preço muito acessível comparativamente às massagens na Europa. Realizei uma num espaço junto ao nosso hotel em Ubud, com duração de 1h, maravilhosa e por um preço de 6€.
  5. Verificar o troco ou o câmbio da moeda. Há relatos de turistas que são burlados desta forma. Confirme sempre o valor na hora.
  6. Só é necessário um Visto de entrada no país para estadias superiores a 30 dias ( custo de 35 dólares americanos). No entanto, é necessário pagar uma taxa de saída do país (ronda os 12€), sendo que algumas companhias aéreas já incluem esta taxa no preço do voo.
  7. Levar um kit farmácia para pequenos ferimentos e medicamentos imprescindíveis, tais como: paracetamol (analgésico e antipirético), ibuprofeno (anti-inflamatório), ultra-levur (tratamento da diarreia), fenistil (anti-histamínico em gel) e outro anti-histamínico em comprimido para alguma eventual alergia. Antes da viagem aconselho a realizar uma consulta do viajante (para mais informações pode ler aqui).
  8. Levar um repelente de insectos, sendo o mais indicado o que contém 50% de DEET. Em Portugal, apenas o podemos encontrar no repelente Previpiq®.
Sarong

Alimentação

Esteja preparado para os inconfundíveis temperos que geram sabores intensos nos pratos balineses, no entanto, a cozinha da Indonésia é muito ampla e variada. O arroz que é um dos recursos alimentares do país constitui o acompanhamento de um prato típico. O que mais apreciámos foram os típicos Noodles e o Nasi Goreng.

Quanto ao preço, embora dependa do local escolhido, por norma, a alimentação é muito barata. Em média, prato e bebida por 10€ para o casal e num bom restaurante.


Realativamente aos locais visitados, se o interesse era grande a experiência que nos proporcionaram foi ainda melhor. Descubra os motivos no artigo sobre a Ilha de Bali que pode ler aqui.

2 opiniões sobre “Bali: dicas de viagem na ilha dos Deuses

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