Veneza: a cidade flutuante (roteiro para um dia)

Considerada por muitos como a cidade mais bonita de Itália, caracteriza-se por ser um conjunto de 120 ilhas unidas por inúmeras pontes, tornando-a numa cidade única no mundo, apelidada de cidade flutuante. O mais característico são os seus belos canais espalhados pela cidade como se fossem ruas.

Ruelas e Pontes

Tive a oportunidade de a conhecer em Abril de 2014 em que aproveitamos a nossa viagem a Milão para passar um dia em Veneza.

Como chegar

  • Avião: tem 2 opções, o Aeroporto Marco Polo (a 12Km de distância) e o Aeroporto de Treviso (distanciado 40Km e o que acolhe a maioria das companhias low cost). De ambos os aeroportos é ainda necessário outros meios de transporte até à cidade (autocarro, táxi, autocarro subaquático ou táxi subaquático);
  • Comboio: apesar de ser uma ilha é possível chegar a Veneza de comboio através da ponte da Liberdade, sendo a última paragem na estação de Veneza Santa Lucia (Stazione di Venezia Santa Lucia). Desta forma, não é necessário apanhar outro transporte pois já nos encontramos na cidade, tornando-a numa boa opção. Devido à quantidade de voos baratos que conectam outros países da Europa a diversas cidades Italianas, a combinação do voo mais o bilhete de comboio pode compensar o voo direto até Veneza;
  • Carro: não é útil ir de carro pois não o vai poder utilizar na cidade, sendo preciso deixa-lo num dos estacionamentos de Veneza que são pagos e bem pagos.

A nossa opção foi o comboio com saída da estação central de Milão e duração de 2h20min. Combinar Veneza com Milão, acaba por ser uma opção muito comum para os viajantes que gostam de viagens económicas pois conseguem-se voos bem baratos para Milão.

Transportes

É uma cidade pequena, mas com uma grande oferta de transportes (só é pena os seus preços também serem grandes!), desde o vaporetto (autocarro aquático), gôndola, táxi aquático e barcos a um comum autocarro (não circula no centro de Veneza).

Taxi aquático

De ressaltar que é uma cidade realmente muito pequena, por isso, não é necessário utilizar um meio de transporte para a visitar. Percorrer as suas ruas estreitas e repletas de pequenos canais é um dos grandes prazeres que se pode ter em Veneza. E foi exatamente isto que fizemos.

Poderia dar centenas de motivos para visitar Veneza mas prefiro demonstrá-los neste roteiro e, se possível, que veja com os seus próprios olhos.

Roteiro

A estação de Veneza Santa Lucia é o ponto de partida ideal para iniciar a visita à cidade. Ao sair da estação, temos que atravesar um centro comercial onde está o Ponto de Turismo para conseguirmos um mapa da cidade. Estamos prontos para percorrer os seus pontos turísticos mais relevantes em um dia.

Ao sair do centro comercial, temos o primeiro encontro com Veneza. A excitação faz-nos logo perder uns minutos a contempla-la, de frente para o famoso Grande Canal de Veneza (Canal Grande), o maior e mais importante de todos os seus canais. Com 4km de extensão, divide a cidade em duas partes. Pode ser atravessado num dos transportes subaquáticos existentes ou a pé através das suas 4 pontes: Ponte dos Descalços, Ponte Rialto, Ponte da Academia e Ponte da Constituição.

Ponte dos Descalços

Mas o melhor ainda está por vir, por isso, vire à esquerda e caminhe em direção à Ponte dos Descalços (Ponte degli Scalzi). Ao atravessa-la, terá uma visão diferente de Veneza.

Vista da Ponte dos Descalços

Já do outro lado do rio, pisamos a outra parte da cidade e começamos a caminhar em direção à ponte Rialto.

Apesar de termos um mapa da cidade, apenas o utilizámos para nos situarmos e traçarmos o nosso percurso. No entanto, este não exige que sejam determinadas ruas a percorrer. Assim como nós, deixe-se levar, confie na sua orientação e dê atenção às placas que vai encontrando nas ruas.

Chegamos então à Ponte Rialto (Ponte di Rialto), a mais antiga mas também a mais encantadora, talvez pela arquitetura envolvente. No seu alto podemos observar novamente o Grande Canal, numa outra perspetiva.

Ponte Rialto
Vista da Ponte Rialto

A meio da ponte, poderá virar para trás e depois à esquerda e caminhar até ao mercado da cidade (Mercato di Rialto), um lugar muito animado, repleto de cores e sabores e onde se inala a frescura dos produtos. Rodeado por restaurantes, é um sítio ideal para realizar a primeira paragem e almoçar. Caminhar pelas margens do rio dá-nos uma perceção melhor da arquitetura da cidade. Junto ao mercado podemos visualizar o Museu Ca’ d’Oro situado na outra margem do rio.

Regressamos à Ponte Rialto para a atravessar e, pelo meio de ruas e canais, chegamos à Praça de São Marcos (Piazza de San Marcos) no coração de Veneza, rodeada por restaurantes, cafés e os edifícios mais importantes: Basílica de São Marcos, Palácio Ducal e o Campanário de São Marcos.

Praça de São Marcos vista da Basílica de São Marcos

Só por si, a praça já tem um ambiente acolhedor. Aproveite para descansar por momentos e deliciar-se com um gelado italiano, considerados os melhores do mundo.

Basílica de São Marcos (em obras!!!)

Depois, comece por visitar a Basílica de São Marcos, o templo religioso mais importante de Veneza. A entrada é gratuita mas não permite que se entre com os ombros descobertos ou mochilas de grande volume. Poderá ainda subir ao seu terraço para contemplar a praça. Ao lado da Basílica encontra-se o Palácio Ducal (Palazzo Ducale).

Colunas de São Marcos e São Teodoro e o Palácio Ducal à esquerda

Segunda a Sábado – 9:30 às 17h
Domingos – 14:00 às 16h.

Campanário de São Marcos

Quase no centro da praça, encontramos o Campanário de São Marcos (Campanile di San Marco), o edifício mais alto da cidade, muito procurado pois subindo ao alto da torre terá uma vista panorâmica de Veneza a seus pés, destacando-se a Basílica de Santa Maria della Salute e a Basílica de São Jorge Maior (Chiesa di San Giorgio Maggiore), situada na ilha com o mesmo nome.

Vista do Campanário de São Marcos para a Basílica de Santa Maria della Salute

Ilha e Basílica de São Jorge Maior

Abril a Outubro: todos os dias, das 8:30 às 21h.
Novembro a Março: todos os dias, das 9:30 às 17h.

Quando descer, continue a caminhar na Praça de São Marcos, mas agora em direção à margem do rio onde encontramos a Coluna de São Marcos e a coluna de São Teodoro com mais um panorama incrível da cidade: a ilha de São Jorge Maior com as gôndolas em primeiro plano.

Vire à esquerda, contorne o Palácio Ducal e irá encontrar a Ponte dos Suspiros (Ponte dei Sospiri), mas que não poderá atravessar. Esta ponte dá acesso aos calabouços do Palácio Ducal, cujo nome foi dado por ser o caminho que seguiam os condenados à morte.

Ponte dos Suspiros

Volte para trás e, mais uma vez, pelo meio de ruelas e pontes chegue à Ponte da Academia (Ponte dell’ Accademia) onde poderá tirar a foto considerada o postal de Veneza. Atravesse a ponte e, se preferir, caminhe até à Basílica de Santa Maria della Salute, no entanto, o seu melhor ângulo é da outra margem do rio ou desde o Campanário de São Marcos.

Ponte da Academia

O dia está a terminar, o melhor já foi visto, por isso, é hora de percorrer o caminho que nos levará de volta ao ponto inicial.

Desfrute dos últimos momentos em Veneza, aprecie algumas lojas e artesanato e caminhe em direção à Ponte da Constituição (Ponte della Constituzione), a mais moderna da cidade e que nos coloca no ponto inicial da nossa visita.

Máscaras artesanais de Veneza
Ponte da Constituição

Mas a visita ainda não terminou. Chegou a hora da sua vertente romântica: um passeio de gôndola pelos canais de Veneza. A gôndola é um barco tradicional, comprido e estreito, considerado o símbolo de Veneza. Hoje em dia, tem um papel fundamentalmente turístico, mas em tempos era o principal meio de transporte da cidade.

Passeio de gôndola

Não há dúvida que é um passeio caro. Lembro-me que em 2014, depois de perguntar em vários locais quanto ficaria um passeio de gôndola, os preços apresentados rondavam os 80€. Depois de sondar e regatear preços, conseguimos que o nosso passeio ficasse mais barato. Não aceite o primeiro preço que lhe vão dar, ronde vários gondoleiros, de preferência para os outros verem. Afaste-se e espere. Vão acabar por ir ter consigo e oferecer um valor mais baixo.

Outra alternativa é utilizar os traghettos que são gôndolas unicamente utilizadas para cruzar o Grande Canal em zonas onde não existe nenhuma ponte. São muito confortáveis e bem mais económicos.

Da nossa experiência, o passeio de gôndola foi muito agradável. Além da bela paisagem, permitiu-nos ver alguns lugares que, de outra forma, são inacessíveis. A hora mais concorrida é no pôr-do-sol, mas neste dia o sol sorriu e escondeu-se várias vezes e nessa hora ficou mais envergonhado.

Com duração de 1h, o passeio de gôndola começou junto à Ponte dos Descalços e terminou no mesmo local. Foi assim que nos despedimos de Veneza pois estava na hora de regressar à estação de comboios, um percurso com duração inferior a 5minutos.


Essencialmente caminhe, interiorize, descubra os lugares imprescindíveis e aproveite ao máximo a sua visita.

Gostava de ter pernoitado nesta cidade, mas há que aproveitar as oportunidades e sem dúvida que valeu a pena.

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