Santorini: a mais bela pintura Grega

Não há dúvida que cada Ilha Grega tem o seu encanto, mas como Santorini não há nenhuma. Talvez seja por isso, que é considerada a mais bela “obra dos Deuses Gregos”.

No artigo sobre as dicas de viagem em Santorini ficará a saber como chegar, quais os transportes disponíveis e onde ficar hospedado. Se estiver interessado em combinar Santorini com outra ilha Grega e/ou Atenas, poderá ler o artigo sobre o meu roteiro pelas Ilhas Gregas e Atenas.

Já deu para perceber que o branco e azul reinam nesta ilha, mas ainda há muito para mostrar. Neste artigo, encontrará as minhas sugestões sobre o que fazer em Santorini. Não espere encontrar visitas a museus, templos ou atrações com fila de espera. A ilha é tão bela que seria um desperdício de tempo fechar-se em algum local, por isso, na minha opinião, o mais importante a fazer em Santorini é disfrutar do seu ambiente, da sua natureza e comtemplar as paisagens que são um verdadeiro sonho e nos dão a sensação de que o céu é o limite.

Já há alguns anos que Santorini faz parte da rota de grandes navios de cruzeiros. É enorme a quantidade de turistas que desembarcam na ilha todos os dias para uma visita, o que dificulta a circulação durante o dia, por isso, o meu conselho é visitar bem cedo pela manhã ou então ao final da tarde quando os turistas regressam aos navios. Ao longo do dia poderá desfrutar das praias.

O que fazer

1. Visitar o centro de Fira

Sendo Fira a capital da ilha, é o principal centro turístico, cheia de lojas, restaurantes, cafés e artesanato. Situada no topo de um penhasco, caminhe pelas suas ruas e ruelas pintadas de branco em forma de labirinto e não se preocupe em perder-se pois de certeza que encontrará bonitos recantos. À medida que caminha, quanto mais alto, maior a perceção que tem das centenas de casinhas dispostas como “degraus”, voltadas para o mar Egeu.

Bem no centro de Fira, encontra a Catedral Metropolitana Ortodoxa cuja cúpula branca poderá ser avistada de vários pontos da ilha e até servir como ponto de referência. Daqui, se olhar para o lado esquerdo visualizará Akrotiri e se olhar para o lado direito verá Oia. Se ficar virado para o mar Egeu, estará mesmo de frente para a Caldeira e cratera do vulcão.

Catedral Metropolitana Ortodoxa

Contemplar a paisagem foi uma das coisas que me deu mais prazer. Poderá fazê-lo ao caminhar pelo centro, sentado na beira de um muro ou até numa esplanada. Sentar num muro já dá direito a uma vista lindíssima de forma gratuita, mas uma esplanada com vista para a caldeira também vale bem a pena, nem que seja apenas para beber um café.

De frente para o mar Egeu, com a Catedral Metropolitana pelas costas, ao caminhar para a direita encontrámos o Enigma Café onde fizemos a famosa pausa “coffe with a view”. Lembro-me que o preço de um café e um sumo de laranja natural não foi muito caro e a vista é muito bonita.

Se continuar a caminhar para o lado direito:

Desde a Catedral Metropolitana, se caminhar para o lado esquerdo e for descendo ligeiramente, terá uma percepção diferente da ilha:

Passear por Fira à noite também é muito agradável e não deverá perder a vista e o ambiente criado pelas casinhas todas iluminadas no alto do penhasco.

Tanto de dia como à noite é sempre uma boa oportunidade para sentar num dos muros e comer um gelado enquanto os seus olhos mergulham na paisagem envolvente.

2. Descer ao Porto de Fira

Aos pés de Fira está o Porto de Gialos (conhecido como Old Port) de onde chegam os turistas dos navios de cruzeiro e de onde saem os barcos de passeio ao Vulcão e Oia. O pequeno porto tem restaurantes, lojas, artesanato, barcos de pesca e uma paisagem com um contacto mais direto com o mar Egeu.

São 220 metros que separam o alto da cidade do Porto de Fira e há duas formas para o alcançar desde Fira e vice-versa: 587 degraus ou 3 minutos de teleférico. Como estávamos em Fira e queríamos visitar o porto, optámos por descer a pé os 587 degraus e depois regressar a Fira no teleférico. Considero a melhor opção pois a descer “todos os santos ajudam”, a subir pelos degraus já é mais complicado.

Teleférico

Mas e porque não descer e subir de teleférico? Vale a pena descer a pé? Sim, para mim valeu a pena. Mais uma forma de contemplar a paisagem e a arquitetura da ilha. 

Ao longo da descida até ao porto, há imensos Burrinhos, muito típicos na ilha. É engraçado vê-los por todo o lado ao longo do trajeto, mas discordo completamente da sua função. Os Burros estão maioritariamente concentrados no Porto de Fira e são utilizados para transportar os turistas pela encosta acima. Se para uma pessoa, já é difícil subir 587 degraus, nem quero imaginar o sofrimento destes animais para os subir a carregar uma pessoa.

Tanto em Fira como no porto, existem placas que indicam a direção do Teleférico (Cable Car), cujo valor da viagem ronda os 6€ para cada lado.

3. Visitar Firostefani e Imerovigli

São duas vilas pequenas entre Fira e Oia, viradas para a Caldeira, em que vale a pena perder pelo menos uma hora para percorrer as suas ruas estreitas caiadas de branco.

Em Fira, caminhe através da Rua do Ouro em direção a Firostefani, considerada uma extensão de Fira, a uma distância de 1Km. Pelo caminho encontrará a famosa igreja Agios Theodoros, um dos símbolos da ilha.

Ligeiramente mais afastada de Fira, a +/-3km, Imerovigli é outra vila que representa perfeitamente o estilo da ilha. Desde Imerovigli, é possível ver bem a cidade de Fira.

Em Imerovili com Fira pelas costas

4. Visitar Oia (lê-se Ía)

Assim como Fira, Imerovigli e Firostefani, também Oia fica localizada no cimo do penhasco, a 15km de Fira. Pode ser acedida através de carro, autocarro com saída de Fira, táxi ou mota, por uma encosta de caminho íngreme ou num passeio de barco.

A maior parte das imagens que vemos de Santorini são de Oia. É a cidade mais procurada e considerada por muitos a mais bonita. No meio da imensidão de casas brancas adornadas de buganvílias, destacam-se casas mais coloridas e as várias igrejas com as suas cúpulas azuis que dão origem aos postais mais vendidos. Caso para dizer que os Deuses Gregos se excederam quando criaram Oia, mas acho que toda a encosta virada para a Caldeira também tem locais fantásticos.

É a cidade mais cara da ilha, tanto em alojamento como em restauração e as opções mais económicas são muito escassas. Localizada completamente a norte da ilha, fica mais isolada.

Chegámos a Oia de autocarro e desde o seu terminal não foi difícil saber a direção a tomar pelo meio das suas ruelas, basta seguir os turistas. Foi assim que chegámos a uma praça onde se encontra a igreja Panagia Platsani e, mais uma vez, tivemos um encontro com o mar Egeu (não, não dá para enjoar de tanto azul e branco).

Igreja Panagia Platsani

A partir daqui, o nosso objetivo era encontrar o aglomerado de igrejas com cúpulas azuis, o local mais fotografado. Sabíamos que tínhamos que seguir para a direita mas as ruazinhas são tantas que não é propriamente fácil. O bom de não saber exatamente o local é ir explorando e encontrar sítios igualmente bonitos.

Depois de umas voltas, decidimos entrar numa loja de lembranças e perguntar. Para explicar o local que pretendíamos, utilizámos um postal da ilha pois realmente está estampado na maioria. Com as indicações certas foi bem mais fácil.

Em frente ao Castelo de Oia, estão os moinhos da ilha, outro local muito conhecido dos postais e imagens da ilha.

Oia também tem um porto de barcos, Amoudi, separado por 250 degraus grandes e inclinados, considerada a zona mais pitoresca, com bons restaurantes que servem peixe fresco. A única forma para chegar ao porto é descendo os degraus e voltar a subi-los a pé ou num desgraçado de um burrinho. O acesso poderá ser feito junto ao Castelo.

5. Contemplar o pôr-do-sol

Moinhos em frente ao Castelo de Oia durante o pôr-do-sol

Assistir ao pôr-do-sol deve ser uma das “atividades” mais praticadas na ilha e o ponto forte é que é de graça e pode ser feito em várias zonas. É visível ver os turistas e locais reunirem-se em determinados pontos da ilha quando o sol começa a despedir-se do dia e atinge o seu tom quente tão característico, sendo que o pôr-do-sol em Oia é considerado o mais bonito e poético. Em Fira, Firostefani e Imerovigli, o sol põe-se atrás da cadeira, em Oia afunda-se no mar.

No centro de Fira, é possível ver o pôr-do-sol de vários pontos pois os seus muros ao longo da costa são praticamente virados para o mar e caldeira, onde o sol se põe, mas é junto à Catedral Metropolitana que tem maior impacto.

Já em Oia, para assistir ao pôr-do-sol há uma zona específica que se não chegar com tempo poderá estar bem cheia de pessoas. Desde a igreja Panagia Platsani, virado para o mar, caminhe para a direita em direção ao antigo castelo da cidade pois é na parte direita da ilha que é possível vê-lo fundir-se com o mar Egeu e a zona mais disputada são as ruínas do Castelo de Oia, onde poderá ter quase uma vista 360º.

Quando assistimos ao pôr-do-sol em Oia, no final da tarde, formaram-se nuvens que deram um toque especial ao céu.

No fundo é apenas mais um pôr-do-sol, mas o ambiente envolvente e a paisagem tornam-no único no mundo e a ilha fica ainda mais deslumbrante.

6. Rota das praias

De carro, mota ou até autocarro é possível visitar as praias mais importantes da ilha que merecem a nossa atenção, sendo estas: Red Beach, Vlichada, Perissa e Kamari. Num próximo artigo falarei sobre cada uma.


Caminhar, parar, fotografar, sentir. Explorar praias diferentes. Perder-se pelas complexas ruas e becos, descobrir um bom restaurante ou esplanada. Ficar hipnotizado com o branco da ilha, com o azul do céu e do mar…e aguardar pelo pôr-do-sol. Quem se atreve?

2 opiniões sobre “Santorini: a mais bela pintura Grega

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