Sudoeste asiático: roteiro por Singapura, Camboja e Tailândia

Um roteiro há muito desejado. Uma viagem muito sonhada. Três países, cinco cidades, três ilhas, oito viagens de avião, duas viagens de barco, uma viagem de autocarro e 17 dias de felicidade.

A escolha dos países

Singapura

Tinha muita vontade de conhecer a fé, a cultura e as paradisíacas praias tailandesas, assim como, há muito que desejava perder-me pela fascinante cultura do Camboja. 

Sabia que quando visitasse a Tailândia queria conciliar uma visita ao seu vizinho Camboja e perante os 17 dias disponíveis para a viagem juntei a esta bela dupla um país que nos últimos tempos me despertava muita curiosidade: Singapura, uma boa opção para visitar em poucos dias. 

Assim, no mesmo continente, foi possível sentir diferentes realidades pois a qualidade de vida de Singapura contrasta muito com a do Camboja e da Tailândia. 

A escolha da rota

Festival Yee Peng, Chiang Mai

A viagem decorreu entre 31 de Outubro de 2019 e 16 de Novembro de 2019 e a organização deste roteiro deu algum trabalho. A escolha dos países foi imediata, mas era necessário escolher a sua ordem e, para isso, foi essencial muita pesquisa de voos para encontrar a rota ideal. 

Embora um dos objetivos fosse conseguir uma boa relação entre o preço das viagens e o tempo utilizado na deslocação entre os países, um fator que pesou bastante na organização do roteiro foi o Yee Peng, o festival das lanternas tailandesas em Chiang Mai, Tailândia.

Por isso, além de ter que conseguir os preços mais acessíveis tinha que estar em Chiang Mai no dia 11 de Novembro e esta certeza fez com que o roteiro sofresse várias alterações até chegar à sua “fórmula ideal”.

Se tem interesse e pretende fascinar-se com o festival das lanternas tailandesas, poderá ler todas as dicas no artigo sobre o festival Yee Peng e o festival Loy Krathong.

A viagem teria que terminar na Tailândia e o voo de ida mais económico era para Singapura. Desde Portugal, se o voo de ida tivesse como destino final o Camboja implicava mais uma escala do que para Singapura, por isso, não fazia sentido começar a viagem pelo Camboja. Assim, a rota final escolhida foi Singapura, Camboja e Tailândia.

Quantos dias em cada país

ilhas Phi Phi

Faltava então distribuir os dias disponíveis pelos países e nesta fase foi necessário fazer uma boa ginástica e definir bem os locais que queríamos visitar em cada país. 

Gostávamos mesmo muito de ter mais dias de férias para conciliar a visita a outros países do continente asiático porque, realmente, depois de lá estarmos é possível conseguir viagens baratas entre vários países. Como só tínhamos 18 dias de férias e queríamos visitar vários pontos da Tailândia, a visita a estes 3 países já teve que ser muito bem gerida. 

No Camboja, o nosso principal objetivo era visitar a cidade de Siem Reap que inclui o incrível complexo de Angkor e, embora tenha gostado muito da sua hospitalidade e cultura, em 3 dias conseguimos cumprir o nosso objetivo. Se tiver mais tempo para visitar este país, não se vai arrepender pois se eu pudesse tinha ficado mais dias.

Camboja

Uma vez que Singapura tem a particularidade de ser uma cidade-estado, considerada também um país, 2 dias foram suficientes para a visita.

Como pretendíamos visitar 3 cidades da Tailândia e as ilhas Phi Phi, reservámos mais de metade da viagem (10 dias) para isso. Dentro do mesmo país, ainda foi necessário gerir a ordem da visita para estarmos presentes no festival Yee Peng.

Optámos por começar pelas ilhas Phi Phi (4 dias e meio) que coincidiu mais ao menos com o meio da viagem e foi ótimo para descansarmos pois a visita a Singapura e Camboja já tinha sido intensa.

O destino seguinte teria que ser obrigatoriamente Chiang Mai (2 dias e meio) para conseguirmos participar no festival Yee Peng.

Como o nosso voo de regresso saía de Bangkok e para economizar tempo, foi lá que terminámos a nossa visita à Tailândia (3 dias) e que nos permitiu uma passagem rápida por Ayutthaya.

Entrada nos países

Tailândia

Além de organizar o roteiro, é muito importante pesquisar sobre as normas de cada um destes países e estar preparado para as suas exigências. Resumidamente:

  • Singapura – visto de entrada gratuito com validade de 90 dias; é necessário apresentar um passaporte com validade mínima de 6 meses; 
  • Camboja – o visto de entrada custa 30 dólares americanos e pode ser obtido no aeroporto; é necessário apresentar um passaporte com validade mínima de 6 meses; 
  • Tailândia – cidadãos portugueses não necessitam de visto de entrada para estadias até 30 dias; é necessário apresentar um passaporte com validade mínima de 6 meses; nas ilhas Phi Phi é necessário pagar uma taxa de entrada na ilha (proteção ambiental) de 60baht;

Em futuros artigos falarei mais detalhadamente sobre as dicas de viagem para cada um destes países. Para já, e de forma a ajudar na preparação e organização de uma possível viagem para estes países, aqui fica o nosso roteiro por Singapura, Siem Reap, Ilhas Phi Phi, Chiang Mai, Bangkok e Ayutthaya. 

Dia 1: voos internacionais

Através da Momondo consegui saber quais as possíveis companhias aéreas e as suas rotas de voo. O dia de ida e o de volta não era fixo, por isso simulei para vários dias perto daquele que era mais conveniente e a Emirates era a companhia que oferecia melhores preços aliados a uma rota muito confortável (8h cada voo) com apenas 1 escala de curta duração. Como sempre, confirmei o preço no site da Emirates, mas ficava mais barato reservar pela Momondo, e assim foi. 

Comprei juntamente os voos de ida e volta, apesar de o destino de ida ser diferente do destino de onde regressaria. Se simular comprar o voo de ida separado do voo de regresso, vai perceber que quase sempre fica mais caro. 

No final da tarde do primeiro dia não começava apenas mais uma viagem, mas sim A VIAGEM! Os voos de ida foram os seguintes:

  • Porto – Dubai pela Emirates
  • Dubai – Singapura pela Emirates

Dia 2: chegada a Singapura

Depois de 17 horas entre voos e escala, aterrámos no Aeroporto de Changi, Singapura no início da noite do segundo dia (diferença de 8 horas a mais em relação a Portugal). Foi o aeroporto mais bonito em que já estive, com vários entretenimentos que nos prenderam por algum tempo. 

Como queríamos chegar rápido ao nosso hotel, optámos por pedir um táxi através da app GRAB, o UBER asiático, com preços bem mais acessíveis e a viagem de carro até ao hotel ficou por 9€ para os dois.

Depois de fazermos check-in no hotel Ibis Budget Singapore Clarke Quay ainda fomos passear por esta zona agradável à beira rio.

Dia 3: visitar Singapura

Foi um dia longo e muito bem aproveitado para conseguirmos visitar os principais pontos turísticos de Singapura:

  • Cais de Clarke Quay;
  • ChinaTown de Singapura;
  • Templo Buddha Tooth Relic;
  • Templo Sri Mariamman;
  • Little India;
  • Templo Sri Veeramakaliamman;
  • Marina Bay Sands;
  • Gardens by the Bay;
  • Hélix Bridge

A Chinatown de Singapura é grande e para a percorrer e visitar os seus principais templos é necessário algum tempo. A meio da tarde ainda conseguimos fazer uma pequena pausa na piscina do hotel para descansar e refrescar pois estava imenso calor.

Antes do pôr-do-sol regressámos ao cais de Clarke Quay, subimos ao Marina Bay Sands, assistimos aos espetáculos dos Gardes by the Bay e terminámos o dia com 18km nas pernas e a contemplar a bela iluminação desta cidade.

Dia 4: adeus Singapura, olá Camboja

O dia anterior tinha sido extremamente cansativo, por isso, optámos por descansar na piscina do hotel e fazer um curto e último passeio para visitar:

  • Merlion

Regressámos ao hotel e realizámos o check-out. No início da tarde, como iríamos demorar mais de uma hora para ir de metro até ao aeroporto (com trocas de linhas), optámos por chamar novamente um GRAB (8€ para os dois) e em 20min estávamos no Aeroporto de Changi para embarcar num voo para Siem Reap, através da companhia aérea Jetstar Asia

Em menos de 2horas, aterrámos no Aeroporto Internacional de Siem Reap, por volta das 15h30 (uma hora a menos que Singapura).

Para ir do aeroporto para o centro da cidade não há autocarros, muito menos metro. Poderá ir de táxi, mototáxi ou tuc tuc (melhor relação qualidade/preço).

Para a nossa estadia em Siem Reap, escolhemos o hotel Grand Champei Residence que inclui o serviço de transporte gratuito entre o aeroporto e o hotel. Assim, informámos sobre a nossa hora de chegada e quando saímos do aeroporto o motorista do hotel estava à nossa espera e levou-nos no seu tuc tuc, o meio de transporte mais comum no Camboja. Apesar de Siem Reap nos receber com chuvas intensas, íamos bem protegidos no tuc tuc. 

Depois de realizarmos o check-in, como continuava a chover muito, permanecemos no hotel até ao final da tarde, momento em que parou de chover e fomos conhecer a Pub Street e jantar. 

Durante toda a nossa estadia, para nos deslocarmos até ao centro utilizámos sempre o tuc tuc e fizemos todas as deslocações com um motorista de tuc tuc que morava em frente ao hotel e que fomos conhecendo e estabelecendo uma ligação. Apesar de o hotel ficar a menos de 2km do centro, cada viagem de tuc tuc custava apenas 2 dólares americanos (a moeda mais utilizada no camboja).

Ainda aproveitámos o primeiro dia em Siem Reap para organizar a nossa visita a Angkor. Depois de pesquisar sobre as várias formas de o fazer, optámos por ir por nossa conta e de tuc tuc, a opção mais recomendada pelos viajantes. Podíamos ter ido de excursão ou contratar um tuc tuc pela internet, mas pelos preços que os viajantes foram relatando, compensa mais contratar o tuc tuc no local e foi muito fácil. 

Como o tempo estava incerto e depois de consultarmos a meteorologia, escolhemos fazer a visita principal no último dia em Siem Reap. 

Combinámos a visita com o motorista do tuc tuc que nos aconselhou uma rota de templos, deu várias opções de rotas, mas deixou-nos à vontade para algumas alterações e fazer o percurso ao nosso ritmo. Foi uma excelente opção. 

Dia 5: visitar Siem Reap

Metade deste dia estava por nossa conta para visitarmos o centro de Siem Reap e apenas tínhamos marcado assistir ao pôr-do-sol num dos templos de Angkor.

Durante a manhã visitámos os principais pontos de interesse da cidade:

  • Pub Street (também merece uma visita durante o dia);
  • Templo Wat Preah Prom Rath

Após o almoço, como estava imenso calor, regressámos ao hotel, aproveitámos a piscina e iniciámos a primeira parte da nossa visita a Angkor.

Depois das 17horas, se comprar o bilhete de entrada para visitar o complexo de Angkor no dia seguinte, já poderá visitar alguns templos nesse mesmo dia e o preço é o mesmo que para 1 dia (Angkor Pass 1 dia – USD $37)

Foi o que nós fizemos e correu muito bem. Combinámos com o motorista do tuc tuc sair do nosso hotel por volta das 16horas, dirigimo-nos para as bilheteiras (official ticket office for the Angkor Archaeological Park) pois o Angkor Pass só pode ser comprado lá.

Por volta das 17 horas já tínhamos o bilhete para o dia seguinte e que nos permitia visitar alguns templos até às 17h30/19 horas. Escolhemos o templo Pre Rup que pode ser visitado até às 19h pois é ideal para assistir ao pôr-do-sol.

Depois de algum tempo lá, o motorista do tuc tuc deixou-nos novamente junto à Pub Street onde jantámos e visitámos o Angkor Night Market que fica muito próximo.

Regressámos cedo ao hotel para descansarmos pois o dia seguinte ia começar de madrugada.

Dia 6: visitar Angkor Wat

O dia mais aguardado da nossa visita ao Camboja. Finalmente íamos conhecer o grandioso complexo de Angkor e nada melhor que começar a nossa visita com o momento mágico do nascer-do-sol em Angkor Wat. Mas, para isso foi necessário acordar muito cedo pois saímos do hotel por volta das 05h00.

Contratámos com o motorista do tuc tuc a visita a 6 templos (os principais) que eles designam como “small tour” e que para um dia já é bastante cansativo. Os templos mais próximos do principal, Angkor Wat, distam mais ou menos 30km, por isso excluímos os que eram ainda mais distantes.

Pelo tuc tuc (com motorista claro) pagámos USD $20 pela “small tour” de um dia, mais USD $10 pela visita no dia anterior ao templo Pre Rup. 

Como simpatizamos com aquele motorista e o que pagámos não foi muito diferente dos preços mencionados pela maioria dos viajantes, não perguntámos nem regateámos o preço com outros motoristas.

No final da visita aos seis templos, pudemos regressar a Angkor Wat para o visitar à luz do dia pois só o tínhamos contemplado com a meia-luz do nascer do sol. 

Regressámos ao hotel por volta das 15 horas, ainda era cedo mas o nosso dia já ía com mais de 10 horas, as pernas já tinham percorrido 13km e estávamos muito cansados para esperar pelo pôr-do-sol. 

No total, com a entrada e tuc tuc a nossa visita a Angkor Wat custou mais ou menos 45€ cada, mais barato que os preços das excursões em grupo (ter em atenção que a maior parte das excursões apresentam um preço que não inclui a entrada no complexo que acresce USD $37).

Tínhamos acordado com o hotel fazer o check-out no final do dia pois o nosso voo para a Tailândia seria à noite. Entre o quarto e a piscina, o resto da tarde foi para recuperar energias.

Ainda regressámos à Pub Street para jantar, o motorista de tuc tuc do hotel levou-nos até ao aeroporto e por volta das 22horas embarcámos para um novo país.

Dia 7: Olá ilhas Phi Phi

Já era dia 6 quando aterrámos no Aeroporto Internacional de Bangkok Don Mueang, através da companhia aérea Air Asia. Como o destino final era Krabi, pernoitamos no aeroporto numa escala de 06 horas e, por volta das 06h40 voámos para Krabi novamente com a Air Asia.

Chegámos ao Aeroporto Internacional de Krabi já passava das 8h00 e estava programado seguir diretamente para as ilhas Phi Phi para aproveitarmos ao máximo. Mas chegar lá não é propriamente simples e desde o aeroporto ainda foi necessário apanhar um autocarro até ao centro da cidade de Krabi, um autocarro desde o centro da cidade até ao porto de barcos Klong Jirad Pier e um barco até às ilhas Phi Phi, cuja viagem demorou 1h45min. 

No aeroporto comprámos um bilhete de ida e volta que incluiu estas viagens todas e não tivemos de nos preocupar com mais nada. Os motoristas dos autocarros orientaram-nos até apanharmos o barco. O bilhete custou 490baht para cada lado o que deu um total de mais ou menos 28€ ida e volta. Os preços on-line que vi eram mais caros, por isso, aconselho a comprar no aeroporto.

Parece uma odisseia, mas na verdade por volta das 12h30 já estávamos a desembarcar em Ao Tonsei Pier, o porto de barcos de Phi Phi Don. Sim, chegar não é simples mas foi fácil e até rápido. 

Numa caminhada de 5 minutos chegámos ao hotel reservado Phi Phi Don Chukit Resort e depois do check-in atirámo-nos para a sua privilegiada piscina onde ficámos até ao pôr-do-sol. 

O dia terminou a percorrer as ruelas da ilha e a assistir aos famosos shows de dança e pirotecnia que ocorrem todas as noites na praia Loh Dalum.

Dia 8: dolce far niente nas ilhas Phi Phi

Porque não fazer nada de especial também sabe muito bem quando se viaja, por isso, reservámos este dia para isso mesmo. Entre a piscina do hotel e uns passeios pela ilha num ritmo mais lento para a assimilar, caminhámos ao longo da praia Loh Dalum.

Dia 9: descobrir Phi Phi Don

Se no dia anterior tínhamos descansado, este foi o contrário e explorámos os locais mais recônditos e belos de Phi Phi Don, nomeadamente:

  • Viking Beach
  • Long Beach
  • View point 2
  • View point 1

Como queríamos realizar um passeio de barco pelas ilhas Phi Phi, pesquisámos muito bem os preços e condições ao longo da ilha e acabámos por comprar a tour para o dia seguinte, junto ao nosso hotel (melhor preço). Optámos por uma tour de dia completo e que incluía nadar com os planktons brilhantes ao anoitecer. Custou 550baht (16€) e mais uma vez, os preços on-line que vi eram mais caros.

Dia 10: tour de barco e snorkeling pelas ilhas Phi Phi

O dia amanheceu lindo para o passeio de barco que começou junto ao balcão onde comprámos os bilhetes, de onde nos levaram até ao barco, um long tail boat (barco típico tailandês).

Foi um passeio fantástico e muito completo que nos permitiu visitar:

  • Shark point (snorkeling)
  • Bamboo Island – quem quiser entrar na ilha tem que pagar uma taxa adicional de 400baht (+/-12€)
  • Phi Phi Lee (snorkeling)
  • Maya Bay – a praia está inacessível e só é possível realizar snorkeling a alguns metros de distância
  • Viking caves
  • Pileh Lagoon
  • Monkey Beach

A tour terminou com o pôr-do-sol junto à Monkey Beach e os guias deram-nos a oportunidade de regressar ao hotel ou esperar mais de uma hora para nadar com os planktons brilhantes, cuja visibilidade não era garantida. O dia tinha sido exaustivo e optámos por regressar assim como quase todos os que estavam no barco.

Durante o passeio conhecemos outros portugueses em viagem (inspiradores) com os quais fomos jantar e aproveitar a última noite na ilha nas festas típicas de néon e pirotecnia ao longo da praia Loh Dalum.

Dia 11: adeus ilhas Phi Phi, olá Chiang Mai

Para não ficarmos tristes por irmos embora da ilha, o dia brindou-nos com chuvas torrenciais até ao meio da manhã. Sim, sendo uma ilha tropical, volta e meia o tempo mudava, chovia imenso e algum tempo depois o sol já espreitava. Organizámos as nossas malas, almoçámos pela ilha e por volta das 13h30 regressámos de barco ao porto de Krabi, Klong Jirad Pier.

Dali, fomos de autocarro diretamente até ao aeroporto, onde apanhámos o avião até Chiang Mai, pela Air Asia

Por volta das 20h, aterrámos no Aeroporto Internacional de Chiang Mai e na saída do aeroporto apanhámos um táxi até ao nosso hotel (4,40€).

Realizámos o check-in no hotel Lamphu House Chiang Mai, dentro da cidade velha e muito perto de um dos locais onde ocorre o festival Yee Peng.

Depois de jantarmos, na rua em frente ao Wat Phantao e perpendicular à rua do nosso hotel, decorria o Sunday Night Market, uma derivação do Night Baazar de Chiang Mai, mas que só ocorre ao domingo.

Dia 12: visitar Chiang Mai e festival Yee Peng

O dia mais aguardado da viagem em que pudemos participar no festival Yee Peng & Loy Krathong. A cidade encontrava-se vestida pelo festival e não poderia ser mais bonita. 

Logo pela manhã, alugámos uma mota para conseguirmos visitar os templos mais distantes sem perdermos muito tempo nas deslocações. Encontrar uma moto disponível para alugar não foi fácil pois encontravam-se muitos visitantes em Chiang Mai devido ao festival. Depois de algumas tentativas lá conseguimos (11€/24horas) e visitámos:

  • Wat Phra That Doi Suthep, conhecido como o templo da montanha
  • Wat Lok Moli 

Visitámos o templo Wat Lok Moli a meio da tarde, onde já decorriam algumas celebrações do festival e os monges davam pequenas lanternas coloridas onde escrevemos os nossos desejos e pendurámos junto de tantas outras.

Regressámos ao hotel para deixar a moto e fomos a pé para o local onde ocorre uma das cerimónias mais importantes do festival, o templo WAT PHANTAO. A cerimónia com os monges começou às 19 horas, mas chegámos mais cedo pois já sabíamos que era muito concorrida e, mesmo assim, foi difícil arranjar um bom lugar para a ver bem.

família em Chiang Mai

Depois desta cerimónia budista foi a vez de celebrar o festival com as inúmeras pessoas locais e turistas que saem à rua nessa noite para lançar as suas lanternas para o céu e os Krathongs no rio.

O dia terminou de forma ainda mais bonita do que aquilo que tínhamos imaginado.

Dia 13: visitar Chiang Mai

Último dia em Chiang Mai e como ainda tínhamos a moto durante a manhã, aproveitámos para visitar alguns templos fora da cidade velha:

  • Wat Chiang Man 
  • Wat Pan Ping 
  • Wat Sri Suphan

Após o almoço, visitámos os templos mais importantes dentro da cidade velha e que eram mais próximos do nosso hotel:

  • Wat Phra Singh 
  • Wat Chedi Luang (ao pôr-do-sol)
  • Wat Ho Tham

No final da tarde, dirigimo-nos para a Tha Phae Gate onde decorrem algumas atividades e para assistir ao desfile de carros alegóricos do festival Loy Krathong.

No início da noite fomos buscar as malas ao hotel e, como os transportes públicos estavam muito condicionados devido ao desfile do festival, fomos de Grab para a estação de autocarros Chiang Mai Arcade (6€) onde apanhámos o autocarro noturno para Bangkok. 

Comprámos o bilhete pela internet, com alguma antecedência, através do site 12Go Asia e custou 27€. Os autocarros estão preparados para esta viagem longa (duração de 10h), os bancos são espaçosos e reclinam com apoio para as pernas, dão uma almofada e manta, têm wc, ecrã de entretenimento com phones, wi-fi gratuito, refeição e alguns lanches incluídos. 

Dia 14: adormecer em Chiang Mai e acordar em Bangkok

O nosso objetivo era fazer a conexão Chiang Mai – Bangkok num comboio noturno, uma experiência muito recomendada, mas a mais de um mês da viagem os últimos comboios do dia já estavam esgotados e só havia disponibilidade ao final do almoço ou de manhã, o que seria uma perda de tempo fazer a viagem durante o dia. Assim, optámos pelos autocarros, a viagem foi confortável, rápida e demorou bem menos que o previsto. 

Antes das 7h da manhã já tínhamos chegado à estação de autocarros Mo Chit em Bangkok e como ainda era muito cedo, fomos de Grab até ao nosso hotel (6€).

Escolhemos o hotel Haven´t Met que nos cativou logo à chegada por nos deixar realizar o check-in por volta das 8 horas, o que foi fantástico para descansarmos até à hora do almoço.

Depois de carregarmos as baterias, partimos à descoberta de Bangkok e visitámos:

  • Wat Arun
  • Wat Pho

O dia terminou na rua mais divertida da cidade, Khaosan Road para uma visão noturna do seu espírito.

Aconselhados por outros viajantes, aproveitámos para procurar ao longo da Khaosan road, os melhores preços para visitar o mercado flutuante Damnean Saduak e o Mercado Maeklong.

Depois de compararmos alguns preços, numa agência confiável, comprámos um tour para o dia seguinte que incluía a visita a estes dois mercados, com saída do nosso hotel e que custou menos de 12€ (preço inferior aos que encontrámos pela internet).

Dia 15: visitar Bangkok e os seus mercados

Mais um dia a começar bem cedo, com saída do hotel pelas 6h da manhã para visitarmos:

  • Mercado flutuante Damnean Saduak
  • Mercado Maeklong, conhecido como o mercado do comboio

Esta visita terminou por volta das 13 horas, perto da Khaosan road onde almoçámos e a percorremos mais uma vez, agora em modo dia.

Durante a tarde, caminhámos pelas ruas de Bangkok e visitámos o Grand Palace. Como nos tínhamos levantado muito cedo, decidimos regressar ao hotel e desfrutar da sua piscina no rooftop. 

Estava previsto ir ao Skybar nessa noite, mas como o nosso hotel tinha um rooftop (Haven´t Met Rooftop Bar&Bistro) e estávamos tão bem lá, decidimos ficar e na verdade, pelo preço que iríamos pagar para entrar no Skybar, jantámos, escolhemos 2 bebidas, tínhamos vista para a cidade e música ao vivo. 

A entrada no Skybar tem consumo obrigatório, a bebida mais barata custa entre 20 a 30€ e uma garrafa de água quase 10€. Embora tivesse muita vontade de ver a sua vista panorâmica sobre a cidade, por vezes, também temos que ceder e escolher o que é melhor para nós.

Dia 16: visitar Ayutthaya

Último dia em Bangkok, mas ainda nos faltava visitar um sítio muito desejado: a cidade de Ayutthaya, distanciada 80km de Bangkok. Tinha corrido tudo tão bem até aqui, mas neste dia o azar decidiu bater-nos à porta (e nós abrimos, infelizmente!).

Como o nosso voo só era à noite, decidimos partir para Ayutthaya logo pela manhã. Há várias formas de visitar Ayutthaya, incluindo excursões, mas decidimos fazê-lo ao nosso ritmo.

Escolhemos ir de van, que saem do terminal B da estação Mo Chit e além de serem rápidas são um meio muito barato (pagámos 3,90€/cada pelas viagens de ida e volta). A viagem durou cerca de 1 hora e quando saímos na paragem de Ayutthaya, procurámos um stand de aluguer de motos e alugámos uma moto para o dia (embora só a fôssemos utilizar por algumas horas) que custou 200 baht (5,90€).

Já tínhamos definido os locais a visitar dentro do parque histórico de Ayutthaya, Património Mundial da UNESCO e visitámos:

  • Wat Ratchaburana
  • Wat Maha That
  • Wat Phra Si Sanphet
  • Wat Lokayasutharam
  • Wat Yai Chai Mongkol

Locomovermo-nos de moto entre os templos foi a melhor coisa, muito prático e rápido.

Quando terminámos, devolvemos a moto e dirigimo-nos para o local de onde partem as vans em direção a Bangkok (perto do local onde tínhamos saído ao chegar a Ayutthaya).

O tempo estava controlado, tínhamos tempo suficiente para chegar ao hotel, pegarmos nas nossas malas e irmos para o aeroporto. Só que, por vezes, por mais que se planeie não conseguimos controlar tudo e quando estávamos a caminho de Bangkok percebemos que o trânsito estava caótico.

A viagem demorou muito mais que o previsto e o centro de Bangkok estava pior ainda. Foi muito difícil chegar ao hotel e ainda mais difícil foi chegar ao Aeroporto Internacional Suvarnabhumi. Havia percursos em que ficávamos parados no trânsito durante 10minutos. Estávamos de táxi, o taxista deu o seu melhor, mas disse-nos que, como era sexta-feira à noite era normal o trânsito estar assim.

A ansiedade para apanhar o voo era muita, mas a cereja no topo do bolo foi quando o taxista se enganou numa saída e aí sim a situação “descambou”.

Quando chegámos ao aeroporto ainda faltavam 40 minutos para o nosso voo, mas no balcão do check-in entraram em contacto com a porta de embarque que avisou que não teríamos tempo de embarcar e não podiam esperar (ainda tínhamos de passar pela emigração que é um processo demorado).  

Foi uma situação má, mas que podia ter sido pior. Por sorte conseguimos remarcar o voo e ter vaga no voo seguinte e como a nossa escala no Dubai era longa ainda conseguimos apanhar o voo previsto para o Porto. Claro que esta situação exigiu o pagamento de uma pouco simpática taxa de mudança de voo.

Isto tudo para alertar sobre o trânsito de Bangkok. Não tivemos sorte, não tínhamos pensado nisso, mas a verdade é que o trânsito nesta cidade é muito complicado a qualquer altura do dia, por isso, tenha sempre isto em consideração.

Dia 17: adeus Tailândia e voos internacionais

Na madrugada do último dia, através do Aeroporto Internacional Suvarnabhumi, despedimo-nos da Tailândia, despedimo-nos da Ásia (com um até já, espero eu) e de uma “viagem de vida”. Com uma escala mais curta devido às alterações de última hora, a rota dos voos de regresso foi a seguinte:

  • Bangkok – Dubai pela Emirates
  • Dubai – Porto pela Emirates

A escolha dos hotéis

Uma das questões que mais nos fazem é: gastaram muito dinheiro em alojamento? Responder a essa questão pode não ser tão linear pois depende muito do que cada um poderá pagar.

Para nós a resposta é uma: Não! Comparado ao que gastamos em alojamento em outras viagens, o que gastámos nestes 17 dias pela Ásia foi muito bom. Escolhemos hotéis que para nós podem ser classificados como bons, todos tinham piscina e pequeno-almoço incluído. Se podíamos ter gasto ainda menos? Sim, mas se é possível ter algum conforto e qualidade por pouco dinheiro, porque não?

O alojamento mais caro foi o de Singapura, mas também o nível de vida desta cidade é mais caro e uma das exigências (não minha) no que toca ao alojamento é ter wc privativo no quarto.

Para ter uma noção, aqui ficam os gastos em alojamento:

LocalizaçãoAlojamentoPreço/noite
SingapuraIbis Budget Singapore Clarke Quay75€
Siem ReapGrand Champei Residence29€
Ilhas Phi PhiPhi Phi Don Chukit Resort33€
Chiang MaiLamphu House Chiang Mai33€
BangkokHaven´t Met46€

Fizemos tanta coisa e o receio antes e durante a viagem era muito. Dia após dia, as coisas foram correndo muito bem, este roteiro foi bastante funcional e se repetisse não mudaria nada. Foram dias intensos e cansativos, mas como diz o ditado “quem corre por gosto não cansa” e neste caso não podia ser mais verdade.

Uma opinião sobre “Sudoeste asiático: roteiro por Singapura, Camboja e Tailândia

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